
Waldir Freitas Oliveira
Waldir Freitas Oliveira, filho de Arlindo de Oliveira e
Angelina Freitas de Oliveira, nasceu a 17 de fevereiro de 1929, na casa do seu
avô paterno, José Luiz de Oliveira, na rua do Bispo, depois chamada
Júlio David, no bairro de Itapagipe, onde permaneceram
seus pais durante um mês, dali regressando para a sua residência, na
Ladeira da Piedade, n.º 29, já quase nos Barris, onde residiam; .de onde
seguiu, com menos de dois anos, para ir morar com sua tia, Eulina de
Oliveira, na rua General Labatut, nº 90, .no fim de linha do bonde dos Barris.
Fez seus estudos primários, em casa, em curso particular, a
princípio, a cargo da Prof.ª Dinália Munford, e a seguir, da Prof.ª Maria
Guiomar Ramos, esta havendo sido a responsável por sua instrução, durante três
anos, de 1936 a 1938; achando-se , então, matriculado, por exigência legal, na
Escola Leopoldo Reis, no largo dos Dois Leões, no bairro das Sete Portas, no
qual, a cada final do ano letivo, prestava exames para ser promovido à série
seguinte. Cursou o ginásio no Instituto Baiano de Ensino, dirigido pelo Prof.
Hugo Baltazar da Silveira, seu proprietário, e o curso colegial, no Curso
Clássico do então chamado Colégio da Bahia (hoje Colégio Central da Bahia) ,
situado na Avenida Joana Angélica e dirigido,
na época, pelo Prof. Francisco da Conceição
Menezes.
Graduou-se pela Faculdade de Direito da Universidade
Federal da Bahia, a 9 de dezembro de 1950; e obteve os graus de
Bacharel e
Licenciado em Geografia e História, pela Faculdade de Filosofia e
Ciências Humanas da mesma Universidade, em dezembro de 1955. Em junho de 1959,
obteve a Licença em Geografia Humana e Econômica pela Faculdade de Letras da
Universidade de Strasbourg (França).
Foi professor de Geografia, na rede de ensino do Governo
Estadual da Bahia, havendo lecionado Geografia no Colégio Central e no Instituto
de Educação Isaías Alves
(antigo Instituto Normal da Bahia), nela havendo ingressado,
por aprovação em concurso público, em
fevereiro de 1955. Passou a integrar o corpo docente na Faculdade de Filosofia e
Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, como Assistente Voluntário
Gratuito, em 1956, atuando, nessa época, junto à cadeira de Geografia do Brasil;
havendo, a seguir, sido ali nomeado Instrutor de Ensino, em fevereiro de 1959.
Antes de iniciar sua carreira de Magistério, foi
funcionário do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI),
onde ingressou por concurso, em 1.º de fevereiro de 1947, e permaneceu até
fevereiro de 1955, quando ingressou como Professor do 2.º Grau, na rede de
ensino do Governo Estadual da Bahia.
Na Universidade Federal da Bahia, ensinou, na Faculdade de
Filosofia, as disciplinas
Didática Especial da Geografia, Geografia Regional e Geografia Regional
Americana; e foi professor de Geografia em seu Colégio de Aplicação; na
Faculdade de Ciências Econômicas, ensinou
Geografia Econômica havendo, em razão da reforma universitária, passado a
integrar o corpo docente, como Professor Assistente e,
a seguir, Professor Adjunto, no Instituto
de Geociências. Nessa mesma Universidade, exerceu o cargo de Diretor, de 1961 a
1972, do Centro de Estudos Afro-Orientais, do qual foi um dos seus fundadores,
ao lado do Prof. George Agostinho da Silva, em 1959.
Dele tendo sido transferido, em 1972,
para a Faculdade de Filosofia, onde passou a ensinar as disciplinas História da
Cultura e História Medieval I e II.
Havendo sido, ainda na área do ensino superior, professor de Geografia Política
na Universidade Católica de Salvador.
Ensinou, na rede privada de ensino da capital baiana, no
Colégio Antônio Vieira, no Colégio Sofia Costa Pinto, na Escola Nova, da Prof.ª
Suzana Imbassahy, na Escola Modelo, da Prof.ª Helena
Mateus, no Instituto Social da Bahia e no Colégio Anchieta. Foi também, na área
do ensino público federal, professor do Colégio Militar de Salvador, para o
mesmo tendo sido aprovado em concurso nacional, nele havendo ensinado, sem
remuneração, durante o seu primeiro ano de funcionamento, sem que houvesse para
ele sido nomeado, por motivos políticos.
Exerceu o jornalismo, como colaborador, em “A Tarde”, em
sua redação havendo figurado como
cronista semanal, assinando os seus textos com as iniciais WFO, e
como editorialista e redator de tópicos,
substituindo os jornalistas titulares, em seus períodos de férias, durante o
tempo em que foi esse jornal dirigido por Jorge Calmon, Cruz Rios e Edivaldo
Boaventura; nele também havendo publicado, ao longo de doze anos,
numerosos artigos assinados. Foi também colaborador no “Jornal da Bahia”,
com artigos assinados.
É sócio remido do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia
e ocupa uma das cadeiras do Instituto Genealógico da Bahia.
Foi eleito a 28 de junho de 1987 para a Academia de Letras
da Bahia, nela havendo tomado posse a 27 de outubro do mesmo ano, passando a
ocupar a cadeira n.º 18, cujo patrono foi
o Cons. Zacarias de Góes e Vasconcelos, nela havendo sucedido ao
Cardeal Dom Avelar Brandão Vilela,
estando, atualmente, a participar de
sua Diretoria, onde exerce o cargo de Vice-Presidente.
Autor de poemas, contos e ensaios, publicou 22 livros,
entre 1961 e 2011. Em dezembro de 1965, fundou a revista “Afro-Asia”, periódico
que continua sendo publicado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da
Universidade Federal da Bahia. .
Participou como Conselheiro, a partir de 29 de junho de
1992, do Conselho de Cultura do Estado da
Bahia, havendo ocupado a sua presidência, de
7 de novembro de 1995 a 5 de julho de 2003, dele
tendo continuando a participar até 31 de dezembro de 2006.
Livros publicados:
A importância atual do Atlântico Sul.
Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia, 1961.
Antônio de Lacerda. Secretaria
de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal da Cidade de Salvador, 1974.
Geografia para o Vestibular.
Edição do autor. Salvador, 1975 (2.ª edição em 1976).
A Antiguidade Tardia e o fim do
Império Romano do Ocidente. Salvador: Universidade Federal da Bahia,
1982.
A Industrial Cidade de Valença –
um surto de industrialização na Bahia
do Século XIX. Salvador: Centro de Estudos Baianos, Universidade Federal
da Bahia, 1985.
Empresa Gráfica da Bahia.
70 anos. Salvador: Empresa
Gráfica da Bahia, 1985.
Cartas de Édison Carneiro a Artur
Ramos. De 4 de janeiro de 1936 a 6
de dezembro de 1938. São Paulo: Corrupio, 1987. (Em co-autoria com
Vivaldo da Costa Lima).
A caminho da Idade Média.
Coleção “Tudo é História” São Paulo: Editora Brasiliense, 1987. ( 2.ª edição
em 1991).
Os primeiros tempos medievais –
os reinos germanos. Salvador:
Centro Editorial e Didático da Universidade Federal da Bahia, 1988.
O Tico-Tico
- uma revista infantil brasileira. Salvador: Centro de Estudos Baianos/
Universidade Federal da Bahia, 1989.
A Antiguidade Tardia. Série
“Princípios”. São Paulo: Ática, 1991.
História de um Banco -
O Banco Econômico.Salvador: Museu
Eugênio Teixeira Leal/ Memorial do Banco Econômico, 1989.
A crise da economia açucareira do
Recôncavo na segunda metade do século XIX. Salvador: Fundação Casa de
Jorge Amado/ Centro de Estudos Baianos da Universidade Federal da Bahia,
1999.
Antônio de Lacerda (1834-1885).
Registros e documentos sobre a sua
vida e obra. Salvador: Fundação Gregório de Matos, 2002.
O Príncipe de Joinville na Bahia, na
ilha de Santa Helena e no golfo da Guiné (1840-1843).
Salvador: EDUFBA, 2003.
Madame Junot, Duquesa de Abrantes e
Outros Estudos. Salvador: :Secretaria da Cultura e
Turismo do Governo do Estado da
Bahia, 2003.
Santos e Festas de Santos na Bahia.
Salvador\; Secretaria de Cultura e Turismo do Governo da Bahi9. Conselho
Estadual de Cultura, 2005.
Nestor Duarte.
Inquietação e Rebeldia. Salvador:
Instituto Advogado Gonçalo Porto de Souza, 2004.
Orlando Gomes.
Tempo e Memória. Salvador:
Insrtituto Advogado Gonçalo Porto de Souza, 2006.
Aloysio de Carvalho Filho.
Pensamento e ação de um liberal
democrata. Salvador: Instituto Advogado Gonçalo Porto de Souza, 2007.
A saga dos suíços no Brasil.
1557-1945. Joinville: Editora
Letradágua. Sociedade Suíça de Beneficência da Bahia, 2007.
Colégio Antônio Vieira.
1911-2011. Vidaws e Histórias de uma
missão jesuítica. Salvador: EDUFBA, 2011. (Em co-autoria com Edilece
Souza Couto).
Introduções e Apresentações:
“Apresentação” in
CARNEIRO, Edison.Ursa Maior.
Salvador: Centro Editorial e Didático da Universidade Federal da Bahia,
1980.
”Introdução” in
1834. Edição monumental
comemorativa do 150.º aniversário do Banco Econômico da Bahia. Rio de
Janeiro: Spala, 1984.
“Apresentação” in
ALMEIDA, Miguel Calmon du Pin e.
Memória sobre o estabelecimento duma Companhia de colonização nesta
Província. Edição fac-similar. Salvador: Centro de Estudos Baianos da
Universidade Federal da Bahia, 1985.
“Apresentação” in
CARNEIRO, Édison. O Quilombo dos
Palmares. Rio de Janeiro: Comp. Editora Nacional, 1988.
“Prefácio” in
Brasil - 500 anos. Encontros na Bahia.
Salvador: Conselho Estadual
de Cultura, 2000.
“Reflexão” in
Do oral ao escrito. 500 anos de
História do Brasil. II Encontro de História Oral do Nordeste. Salvador:
Universidade do Estado da Bahia, 2000.
“Economia de Palmares”
in Moura, Clóvis (org.). Os quilombos
na dinâmica social do Brasil.
Maceió: EDUFAL, 2001.
“Introdução” (“A
criação no Centro Norte baiano: a importância de Feira de Santana”) in
Inventário de Proteção do Acervo
Cultural da Bahia. Região Pastoril. Vol.. VII. Salvador: Secretaria de
Cultura e Turismo / CRC-BA, 2002.
“Introdução” in
Carnaval da Bahia, um registro
estético. Salvador: Omar G.,
2002.
“Miguel Calmon du Pin
e Almeida e o Ensaio sobre o fabrico
do açúcar”
in ALMEIDA, Miguel Calmon du Pin e. (Marquês de Abrantes). Ensaio sodbre o fabrico do açúcar. Edição fac-similar. Série FIEB.. Documentos Históricos 1 Salvador: FIEB, 2002.
“Cartas Economico-Politicas sobre a agricultura e comércio da Bahis ´Um Documento Precioso” in BRITO, João Rodrigues de et al. Cartas Economico-Politicas sobre a agricultura e comércio da Bahia na Bahia entre maio e julho de 1807. Série FIEB. Documentos Históricos 2. Salvador: FIEB, 2004.
Participações especiais:
Verbete “Paraguay River”
in 15.ª edição de Encyclopedia Britannica,
USA, 1974.
Cartas e Comentários: C
01. “A Bahia nos séculos XVI e XVII”, C 02. “A Bahia no século XVIII”, C 03. “A
Bahia no século XIX” in Atlas do Estado da
Bahia. Salvador: SEPLANTEC, 1976.
“Visão Histórica do
Pelourinho” in Pelourinho. Centro
Histórico de Salvador. Bahia. A grandeza restaurada. Salvador: Fundação
Cultural da Bahia, 1994.
“Brasil Colônia” in
Desfile Brasil 500 anos – uma criação coletiva. Salvador: Governo do
Estado da Bahia. 2000.
“O mundo afro-asiático nos
séculos XV e XVI” in As terras do Brasil e
o mundo dos descobrimentos. Salvador: Instituto Anísio Teixeira, 2000.
“Agostinho da Silva” in Agostinho. São Paulo: Academia Lusitana de Ciências, 2000.
“O Carnaval da Bahia visto de longe e perto da sua realidade” in Carnaval da Bahia, um registro estético. Salvador: Omar G., 2002.
“Jean Le Corse” in DAMULAKIS, Gerana. Antologia Panorâmica do Conto Baiano – Século XX. Ilhéus: Bahia: Editus: Editora da UESC, 2004.
Tradução e revisão de notas de RAMOS, Arthur. Le Métissage au Brésil . Paris: Hermann et Cie,. Editeurs, 1952. A Mestiçagem no Brasil. Maceió: UFAL, 2004.
“Brasileiros negros e negros africanos” in
Brasileiro, Brasileiros Catálogo do
Projeto de Implantação do Museu Afro-Brasil. Curadoria: Emanoel Araújo. São
Paulo: Museu Afro-Brasil, 2005.