Hélio Pólvora

O escritor Hélio Pólvora (nome completo: Hélio Pólvora de Almeida) é natural de Itabuna, Bahia, onde nasceu em 1928, em fazenda de cacau. Fez estudos secundários em Salvador, no Colégio Dois de Julho, Colégio Carneiro Ribeiro e Colégio da Bahia. Iniciou-se no jornalismo como colaborador e editor do semanário Voz de Itabuna, e mais adiante foi correspondente em sua cidade de jornais de Salvador. Em janeiro de 1953 fixou-se no Rio de Janeiro, para curso universitário. Ali residiu cerca de trinta anos. Datam desse período o início de sua carreira literária e uma atividade jornalística intensa, que prosseguiram, depois de 1984, na Bahia (Itabuna, Ilhéus e Salvador).

À sua estréia em livro com Os Galos da Aurora (1958, reeditado em 2002, com texto definitivo), seguiram-se cerca de 25 títulos de obras de ficção e crítica literária, além de participação em dezenas de antologias nacionais e estrangeiras. Contos seus estão traduzidos em espanhol, inglês, francês, italiano, alemão e holandês.

A partir de 1990, passou a residir em Salvador. Eleito para a Cadeira 29 da Academia de Letras da Bahia, faz parte também da Academia de Letras do Brasil (sede em Brasília, DF), onde ocupa a cadeira 13, que tem como patrono Graciliano Ramos. Pertence ainda à Academia de Letras de Ilhéus.

É Doutor honoris causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz .Fez parte da Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministro da Educação e Cultura, Jarbas Passarinho, para reconstituir os textos e reeditar a obra do Mestre, e integrou a Comissão Selo Bahia, criada pela Secretaria da Cultura e do Turismo, no âmbito da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Foi editor (Edições Antares, Rio de Janeiro), crítico literário do Jornal do Brasil, Veja e Correio Braziliense, por muitos anos, cronista e crítico de cinema do Jornal do Brasil, Shopping News e outros jornais e revistas. Fundador e editor do jornal Cacau-Letras. Parecerista da Livraria Francisco Alves Editora e do Instituto Nacional do Livro, no Rio de Janeiro. Atualmente é cronista de A Tarde. aos sábados, onde escreve há mais de oito anos. Também publica naquele órgão um artigo semanal, na página de opinião, aos domingos. 

Conquistou prêmios literários de nomeada, entre os quais os da Bienal Nestlé de Literatura, anos 1982 e 1986, para contos (1.º lugar), e mais os prêmios da Fundação Castro Maya, para o livro Estranhos e Assustados, e Jornal do Commercio, para Os Galos da Aurora. Assina cerca de oitenta traduções de livros de ficção (romances e contos) e ensaios. Visitou a Colômbia, Estados Unidos e Alemanha, a convite oficial, e conhece bem, além do Brasil, a Europa Ocidental.

Livros Publicados

 

De sua bibliografia constam ainda antologias que organizou pessoalmente ou em parceria, e dois livros de poesias, estes fora de mercado. Casado com Maria Pólvora Silva de Almeida, tem dois filhos (Hélio e Raquel) e uma filha (Fernanda) de união anterior.

 

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